
DoMInAÇÃO Rasgo suas roupas leves, com punhalada de meu olhar, estes seios incandescentes, pele oriental, seda suave. Aliena minha mente; ceda aos meus instintos, colar de coleira, mãos amarradas com versos novos. Vendada, amordaçada, à beira de um ataque de delírio. Sua boca, pinto com vermelho sangue, gotas de gelo derretem em sua carne, coberta de cerejas, chantily, sorvete. Sugo de canudinho mil sabores; a língua entrelaçada na sua; suor escorre latente. Ninfa nua, supra-sumo de gente, mulher-delícia, se enfeita de carícia, seivas, sumos, rócio, viço. Nau sem rumo, vagueio por sua anatomia perfeita. ...rabisco seu corpo, com versos obscenos, te arrasto para dentro de meu desejo maior; nos derretemos em gotículas de prazer, denso, divino, extenso, hino de êxtase... Gustavo Drummond



