Se ela tivesse a coragem de morrer de amor, se não soubesse que a paixão traz sempre muita dor... Se ela me desse toda devoção da vida, num só instante, sem momento de partida Pudesse ela me dizer o que eu preciso ouvir Que o tempo insiste porque existe um tempo que há de vir Se ela quisesse, se tivesse essa certeza, de repente, que beleza ter a vida assim ao seu dispor... Ela veria, saberia, que doçura, que delícia, que loucura, como é lindo se morrer de amor!
De que me serve tanto desejo se não tenho mais o teu corpo e membro em ação, a me possuir no afã de tão ardente paixão?
Estirada em minha cama, totalmente nua, com o meu corpo se consumindo nas labaredas do meu próprio tesão, te busco e não te vejo!
Sinto como se uma faca bem funda estivesse cravada em meu coração.
Reteso-me inteira, levo uma mão ao peito e a outra ao meu pedaço da perdição!
Sou invadida por uma imensa aflição e pela desagradável sensação vivida neste abismo da minha solidão!
Percebo que, em segundos, fui capaz de driblar tua ausência e me embriaguei do meu próprio gozo, apenas com as minhas mãos!
Mas o vazio que ficou, destruiu ainda mais este meu pobre e sofrido coração.
Eu não sabia o que fazer e abri a blusa mais tarde eu ia dizer foi sem pensar ele me achou desnorteada, confusa como acharia qualquer mulher que abre a blusa e faz tudo que fiz só pra agradar
Minha cabeça não era mesmo muito certa mulher esperta eu nunca fui, mas deveria saber me colocar no meu lugar não adiantava nada, eu era assim desatinada o tipo de mulher que faz as coisas sem pensar
Você agora, me ouvindo contar essas histórias talvez me ache, também, um pouco confusa e eu, que faço tudo para agradar já sem saber o que fazer abro minha blusa como faria qualquer mulher confusa no meu lugar.
Já conheço os passos dessa estrada Sei que não vai dar em nada Seus segredos sei de cór Já conheço as pedras do caminho E sei também que ali sozinho Eu vou ficar, tanto pior O que é que eu posso contra o encanto Desse amor que eu nego tanto Evito tanto E que no entanto Volta sempre a enfeitiçar Com seus mesmos tristes velhos fatos Que num álbum de retrato Eu teimo em colecionar Lá vou eu de novo como um tolo Procurar o desconsolo Que cansei de conhecer Novos dias tristes, noites claras Versos, cartas, minha cara Ainda volto a lhe escrever Pra lhe dizer que isso é pecado Eu trago o peito tão marcado De lembranças do passado E você sabe a razão Vou colecionar mais um soneto Outro retrato em branco e preto A maltratar meu coração
Sou uma ariana avessa à mentira e adepta da verdade "Nua e Crua", doa a quem doer! Cultuo a beleza em todas as suas formas e viajo pelo mundo das Poesias e dos Astros com imenso prazer. Sonhadora, romântica, ingênua, impulsiva e extremamente sensível - ainda que escondida sob uma 'carcaça defensiva' - que, com certeza, causa espanto aos que conseguem ir além... Por vezes inábil no falar, pela urgência 'ariana' em me fazer entender. Já com a escrita,
reina a paz entre as emoções e as idéias ( assim penso eu! rs ) Convido a todos para que venham comigo em busca das verdades 'nuas e cruas' aqui escritas; e, com direito a uma paradinha para seguirmos juntos, rumo aos astros, no meu outro Blog " No Rastro dos Astros..."